A violência no estupro e a gravidez indesejada

 
 

 

Amor ao próximo: “Ame ao seu próximo como a ti mesmo”(Mt 22,39) e “Não matarás” (5º.Mand.) são preceitos que devem ser seguidos por todos os cristãos. A Igreja Católica não concorda com nenhum tipo de violência e não aceita nenhum tipo de aborto, mesmo nos casos de estupro previstos na lei penal.

Vida: A vida é o bem primordial. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26). A violência é sempre condenável, especialmente contra a mulher, que recebeu de Deus o dom para gerar a vida humana. Todos os assassinatos – aborto, eutanásia, tiros, facadas, atropelamentos, bala perdida, falta de saúde pública (IBGE)– interrompem a vida de algum ser humano. 

Estupro: O estupro é um dos crimes mais violentos e condenáveis de todos os praticados e, por isso, foi elevado à categoria de crime hediondo pela lei penal, em 2009. 

Criminoso culpado: Só um insano diria que a mulher é culpada pelo estupro. A violência contra a mulher é mostrada diariamente pela imprensa. As mulheres, de qualquer idade, são atacadas, brutalmente violentadas e assassinadas por maníacos sexuais em praças, vias públicas, locais mal iluminados e até em casa. A lei presume a violência em crimes de estupro praticados contra menores e pessoas especiais. Jamais afirmamos que a mulher não é a vítima. O criminoso é o culpado pelo crime que ele cometeu.

Abortistas: Organizações e partidos defensores do aborto usam o estupro, um crime hediondo e aterrorizador, para justificar seus objetivos, fornecendo números espantosos – milhões de estupros e abortos por ano – para assustar e induzir o povo a concordar com a liberação do aborto. 

Indesejada: A gravidez indesejada somente ocorre no estupro porque praticado com violência, grave ameaça ou outro meio de coação contra a mulher e nos casos de violência presumida previstos na lei penal, e porque a relação sexual não é consentida. Nesses casos, a lei autoriza o aborto mediante ordem judicial. 

Inesperada: Na maioria dos casos, a gravidez é inesperada, pois ocorre em relações sexuais consentidas – isso é uma realidade. Depois, a mulher, por razões diversas, busca o aborto. Nesses casos não há nenhuma justificativa para o assassinato da vida humana em gestação. 

Excomunhão: A excomunhão é prevista no Código Canônico: “Cân. 1398 – Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. A pessoa estará automaticamente excomungada se praticar ou colaborar na prática de um aborto. 

Pena de morte: Nossa intenção é impedir os assassinatos de seres humanos gerados nas relações sexuais consentidas. Não basta à mulher chegar ao hospital, dizer que foi estuprada e o médico fazer o aborto. Se isso acontecer, o autor do crime é absolvido sem um processo para julgá-lo e o ser humano inocente e indefeso, o bebê,  cumpre a pena de morte. 

Governo: O governo Lula liberou o aborto através de Norma Técnica do Ministério da Saúde, ao dispensar autorização judicial para sua realização. Bastaria à mulher chegar ao hospital e dizer que foi estuprada. Essa situação nos obrigou a apresentar um pedido ao Ministério Público, para esclarecer aos médicos que as orientações do Ministério da Saúde não podem ser seguidas, e informá-los que o aborto só pode ser praticado após decisão judicial. 

Direito de nascer: A vida digna para todos, desde a fecundação, é um imperativo. Há meios suficientes para deixar nascer o ser humano em gestação, o bebê, que não tem nenhuma responsabilidade pelo crime hediondo cometido. Por exemplo, auxílio psicológico, acompanhamento médico, bolsa família, auxílio maternidade e até a criação de uma legislação que facilite a adoção nesses casos. 

Defesa da mulher: Jesus defendeu a mulher que seria apedrejada. Defender a mulher de todos os tipos de violência é uma obrigação. Defender a vida das crianças em gestação, inocentes e indefesas e impedir que sejam assassinadas através dos abortos também. 


Disse Jesus: “Eu vim para que todos tenham vida. (Jo 10,10)

 

Que todos tenham direito à vida! 

 

Dom Luiz Bergonzini 
Bispo de Guarulhos

 
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo Diocesano de Guarulhos
 
 

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