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O tesouro da honradez

O evangelista João narra no final do primeiro capítulo do seu Evangelho o elogio à honradez de Natanael, que encontrado por outro discípulo, Filipe, foi abordado com a boa nova de ter encontrado Jesus. Ao ouvir a notícia Natanael reagiu, fazendo consideração preconceituosa ao expressar descrédito a respeito do que poderia ter de bom em Nazaré, na Galileia. O comentário de Jesus, dirigindo-se a Natanael, foi que ele era um verdadeiro israelita, no qual não havia falsidade. Natanael ficou surpreso e quis saber de onde Jesus o conhecia. A resposta, carregada de simbolismo, indica que o Mestre o vira debaixo da figueira. O contexto indica que era um homem sério e de fé, para além dos próprios limites. Porém, banhado por preconceitos, frutos de sentimentos ou de inteligência estreitos, mas que privilegiava a busca da verdade e do bem.

Essa cena evangélica remete a pessoa humana e as instituições à seriedade da condição moral, tocando o exigente desafio de articular princípios e valores como garantia de condutas e abordagens, que teçam a honradez como tesouro indispensável para a vida pessoal, social e política. Honradez se constrói com honestidade. No entanto, está comprometida na consideração quanto à honra como valor, que, parece, está em baixa no tempo atual. Explica-se a confusão pela qual passam instituições, grupos, famílias e outros segmentos da sociedade. Não se pode omitir a desordem entre instituições brasileiras, uma imiscuindo-se no que é próprio da outra, exorbitando competências.

A honradez que sustenta e dá consistência se compromete facilmente em razão da falta de fidelidade. Isso exige sacrifício e coerência com princípios, identidades e, também, com o prometido no assumir lugares, cargos, responsabilidades, missões e tarefas próprios de cada instituição, partido ou instância. A avaliação da honradez é um balizamento que articula o que se assume como postura e obrigação, em confronto com princípios éticos e morais que norteiam a instituição à qual se pertence, ao partido afiliado, à academia na qual se ocupa um lugar, ao clube escolhido… Não pode ser diferente ao se tratar de instituição religiosa.

É interessante ouvir falar de fidelidade partidária. Sua desconsideração, em razão de jogos ideológicos e interesses cartoriais, ou os mesquinhamente individuais, provoca a lambança política que desfigura um parlamento, usurpado no poder próprio pela corte suprema, aplaudida como corajosa – embora com ato inconstitucional; transforma uma assembleia legislativa em palco de negociatas, ou câmaras municipais um lugar de mediocridades. O politicamente correto vence e, como afirmam juristas respeitados, o Parlamento não tem coragem de anular a decisão de um Supremo Tribunal Federal (STF), que usurpou sua competência constitucional.

Não é diferente quando o tesouro da honradez se compromete por parte de religiosos e, em particular, dos que assumem lugares e condições consagradas no serviço e na fidelidade a princípios e valores éticos e morais da fé que professam. Sob pena de equívocos graves e comprometedores na profissão de fé, não se pode radicalizar, por exemplo, no âmbito social e relativizar em questões e princípios morais.

É preciso retomar o assunto abordado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quanto à união estável de pessoas do mesmo sexo, ao afirmar: “a diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural”. A afirmação que todos merecem respeito nas opções que fazem, com repúdio a todo tipo de violência e discriminação, não pode relativizar princípios e normas morais que permitam equiparar, pura e simplesmente, a família com a união estável entre pessoas do mesmo sexo. A fidelidade a valores, princípios e normas morais dá à Igreja o direito – e é um dever que tem – de questionar e confrontar-se com instituições, como o STF, a propósito de interpretações que levam a equívocos e comprometimentos éticos na política.

Voltando ao tema da honradez, é natural pressupor que a profissão da fé cristã católica tenha em conta essa orientação e esse embasado entendimento. Particularmente, é uma exigência para os que se consagram à missão do anúncio dessas verdades. O compromisso com a honradez é evidente pelo comprometimento da fidelidade prometida. Fica, então, evidente a manipulação de oportunidades e o usufruto indecente de benesses institucionais, chamando ações disciplinares e correção de rumos para não comprometer o que conta para todos os cidadãos, em especial para o discípulo de Jesus, o tesouro da honradez.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

 

 

A Constituição “conforme” o STF

 

 

 

Escrevo este artigo com profundo desconforto, levando-se em consideração a admiração que tenho pelos ministros do Supremo Tribunal Federal brasileiro, alguns com sólida obra doutrinária e renome internacional. Sinto-me, todavia, na obrigação, como velho advogado, de manifestar meu desencanto com a sua crescente atuação como legisladores e constituintes, e não como julgadores.

À luz da denominada “interpretação conforme”, estão conformando a Constituição Federal à sua imagem e semelhança, e não àquela que o povo desenhou por meio de seus representantes.

Participei, a convite dos constituintes, de audiências públicas e mantive permanentes contatos com muitos deles, inclusive com o relator, senador Bernardo Cabral, e com o presidente, deputado Ulysses Guimarães.

Lembro-me que a ideia inicial, alterada na undécima hora, era a de adoção do regime parlamentar. Por tal razão, apesar de o decreto-lei ser execrado pela Constituinte, a medida provisória, copiada do regime parlamentar italiano, foi adotada.

Por outro lado, a fim de não permitir que o Judiciário se transformasse em legislador positivo, foi determinado que, na ação de inconstitucionalidade por omissão (art. 103, parágrafo 2º), uma vez declarada a omissão do Congresso, o STF comunicasse ao Parlamento o descumprimento de sua função constitucional, sem, entretanto, fixar prazo para produzir a norma e sem sanção se não a produzisse.

Negou-se, assim, ao Poder Judiciário, a competência para legislar.Nesse aspecto, para fortalecer mais o Legislativo, deu-lhe o constituinte o poder de sustar qualquer decisão do Judiciário ou do Executivo que ferisse sua competência.

No que diz respeito à família, capaz de gerar prole, discutiu-se se seria ou não necessário incluir o seu conceito no texto supremo -entidade constituída pela união de um homem e de uma mulher e seus descendentes (art. 226, parágrafos 1º, 2º, 3º, 4º e 5º)-, e os próprios constituintes, nos debates, inclusive o relator, entenderam que era relevante fazê-lo, para evitar qualquer outra interpretação, como a de que o conceito pudesse abranger a união homossexual.

Aos pares de mesmo sexo não se excluiu nenhum direito, mas, decididamente, sua união não era -para os constituintes- uma família.
Aliás, idêntica questão foi colocada à Corte Constitucional da França, em 27/1/2011, que houve por bem declarar que cabe ao Legislativo, se desejar mudar a legislação, fazê-lo, mas nunca ao Judiciário legislar sobre uniões homossexuais, pois a relação entre um homem e uma mulher, capaz de gerar filhos, é diferente daquela entre dois homens ou duas mulheres, incapaz de gerar descendentes, que compõem a entidade familiar.
Este ativismo judicial, que fez com que a Suprema Corte substituísse o Poder Legislativo, eleito por 130 milhões de brasileiros -e não por um homem só-, é que entendo estar ferindo o equilíbrio dos Poderes e tornando o Judiciário o mais relevante dos três, com força para legislar, substituindo o único Poder que reflete a vontade da totalidade da nação, pois nele situação e oposição estão representadas.

Sei que a crítica que ora faço poderá, inclusive, indispor-me com os magistrados que a compõem. Mas, há momentos em que, para um velho professor de 76 anos, estar de bem com as suas convicções, defender a democracia e o Estado de Direito, em todos os seus aspectos, é mais importante do que ser politicamente correto.

Sinto-me como o personagem de Eça, em “A Ilustre Casa de Ramires”, quando perdeu as graças do monarca: “Prefiro estar bem com Deus e a minha consciência, embora mal com o rei e com o reino”.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 76, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.

 

Intensificam-se os ataques contra a família

 Poucos dias após o Supremo Tribunal Federal ter usurpado as funções do Congresso Nacional, equiparando direitos civis aos homossexuais, vimos Brasília ser palco de dois atos que intensificam ainda mais os ataques contra a família, num processo de explícita determinação do governo federal em avançar no desmonte da estrutura natural da família, tendo em vista atingir todos os objetivos do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH3).

 


Marcha contra Homofobia em frente ao STF

No dia 17 de maio, em frente a Biblioteca Nacional, ocorreu a chamada “vigília ecumênica” contra a homofobia, promovida pelos Grupos LGBT 1, com velas acesas na Esplanada dos Ministérios e a exibição de um beijaço público de casais homossexuais na Universidade de Brasília 2, por ocasião da abertura do 8º Seminário LGBT, com patrocínio de verbas públicas.

As velas acesas lembravam Baudelaire, que “dera expressão lírica à transgressão em boa parte das Flores do Mal3 , como no último verso de “L’irrémédiable”: “tête-à-tête sombre et limpide/ qu’un coeur devenu son miroir / Quando o coração se torna seu (do demônio) espelho / a confrontação é sombria e límpida (…) un phare ironique, infernal, / Flambeau des grâces sataniques / Soulagement et gloire uniques, – La conscience dans le Mal! Consolo e glória singulares / a Consciência enterrada no Mal!4

 O mal que vai se agigantando

 As imagens exibidas pela UOL do beijaço na Universidade de Brasília mostram as expressões de quem são hoje vítimas de uma instrumentalização de poder, que não se dão conta de que estão sendo usados para avançar ainda mais numa transgressão da “própria condição biológica do ser humano, e não aceita a natureza da identidade sexual, daí o afã de romper o que chamam de estereótipos, no direito de se libertar da própria identidade”.5

Com isso, vamos assistindo, de forma célere, “o mal que vai se agigantando, agindo de forma cada vez mais intensa contra a sacralidade da vida humana, a dignidade da pessoa, a família e, principalmente, os mais caros valores da civilização cristã em nosso País”.6

Enquanto isso, a presidente Dilma Roussef, dois dias depois, recebeu a rainha Sílvia, da Suécia, para reforçar a campanha pela “lei da palmada”, que teve Xuxa Meneghel, a apresentadora de tevê, como garota-propaganda do governo, em evento na Câmara dos Deputados, acompanhada pela Secretária Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. A senadora Marta Suplicy (PT-SP), que desarquivou o PLC 122 (com apoio entusiástico do presidente da Casa, José Sarney7), será a relatora do projeto que proíbe a palmada em crianças, cerceando ainda mais a autoridade dos pais no processo educativo dos filhos, como já acontece com os professores em sala de aula, que não podem repreender, corrigir e punir os abusos dos estudantes que recusam o mínimo de disciplina.

Nesse contexto, pais e professores devem ser “caras bacanas”, e ponto final. Educação virou entretenimento. Fora disso, o Estado estimula os filhos em casa e os alunos na escola, à rebeldia, com amparo legal. Nesse sentido, direitos estão acima dos deveres, e a família perde a sua função social, para ser apenas um ajuntamento de indivíduos vulneráveis às pressões do hedonismo e do consumismo. E pais e professores terão de engolir isso, e darem conta sozinhos, dos desarranjos sócio-econômicos e psicológicos desta perversa situação. E amplia-se assim o número de desamparados, que não sabem a que instância recorrer, em meio às explosões de conflitos e violências e tantos outros danos por toda a parte, com as “mais diversas dificuldades existenciais e interpessoais, agravadas pela realidade de uma sociedade complexa, onde frequentemente as pessoas, os casais, as famílias são deixadas sozinhas a braços com os seus problemas.”8

A Suécia, por exemplo, conforme expõe Jonas Himmelstrand “está cheia de problemas de saúde ligados ao estresse em adultos, saúde psicológica cada vez menor e medíocres resultados escolares entre os jovens, elevado número de pessoas em licença médica e falta de capacidade de os pais se conectarem com seus filhos, ‘tudo indicando deterioração’”9 É esta a utopia social anárquica que a “rainha dos baixinhos” quer ajudar o governo brasileiro implantar em nosso País?

Camille Paglia e a apologia a Sade: Ideologia do maligno

Ainda no mesmo dia em que Xuxa esteve no Câmara dos Deputados, a intelectual Camille Paglia, em São Paulo, em palestra no teatro do Sesc Vila Mariana, no 3º Congresso Internacional de Jornalismo Cultural, empolgou a platéia, que a aplaudiu de pé, depois de duas horas ininterruptas dizendo não acreditar em Deus, não ter “nenhum sentimento por Jesus” e concluir afirmando ser admiradora de Sade e “grande estudante do sadomasoquismo como idéia”10

A palestra de Paglia diz muito do que está acontecendo, do pano de fundo ideológico deste processo realmente maligno, que pretende ser fulminante contra a família, no maior ataque (altamente sofisticado) sem precedentes na história, contra a primeira e principal instituição humana.

“Pertence à essência da tentação o seu aspecto moral: ela não nos convida diretamente para o mal, isso seria grosseiro”11. Por isso, as ideologias do mal acenam com as delícias da epiderme, enquanto espolia a alma, tornando-a refém de simulacros, num caleidoscópio de ilusões, que a faz desviar-se num cipoal de enganos, até perder-se no redemoinho das piores aflições sisíficas. “O grande mal procede da falsa e mera visão subjetivista da felicidade, na qual ‘a plenitude do bem’ ficou substituída somente pelo ‘somatório dos prazeres’”.12

O que está em jogo em toda esta questão, é a felicidade do ser humano, felicidade esta que está seriamente comprometida sem a sua base constitutiva, que é a família, suporte da pessoa humana, pois sabemos que “na raiz de qualquer violência contra o próximo, há uma cedência à lógica do maligno, isto é, daquele que ‘foi assassino desde o princípio’ (Jo 8,44)”.13

O “projeto de felicidade” proposto pelo ministro do STF, Luiz Fux, ao equiparar direitos civis aos homossexuais, repete a tragédia adâmica (ao psiu da serpente), quando o primeiro casal voltou as costas para Deus, instigado pelo tentador. “A proibição não foi eficaz em relação à primeira árvore. O desterro é a solução lógica”14. Estamos hoje portanto revivendo o drama do Gênesis. “O tentador não é tão rude a ponto de nos propor diretamente a adoração ao diabo” 15, mas não podemos ignorar de que “a sociedade de massas e ainda as possibilidades que surgiram através do domínio técnico do mundo criaram também novas categorias do mal”16. Nesse sentido, somente na estrutura natural da família que é possível “criar possibilidades sãs de sociabilidade” 17, para evitar que o ser humano viva “uma solidão radical”.18

Anarquismo e niilismo fomentam o prazer titânico que se alimenta da dor alheia

Quando Paglia destaca sua admiração por Sade (que “exaltou as sociedades totalitárias em nome da liberdade frenética”19 e também uma “liberdade herética” 20, entendemos então que as correntes culturais do anarquismo e do niilismo estão imperantes no panorama atual. “Os excessos pessoais de Sade voltavam-se primordialmente para a sodomia e a corrupção dos jovens”.21 A sua liberdade “não é a dos princípios, mas sim a dos instintos”22, especialmente a do instinto sexual, “o cego impulso que exige a posse integral dos seres a troco mesmo de sua destruição”.23 Por isso, “o êxito de Sade nesta nossa época, explica-se devido a um sonho igualmente comum à sensibilidade contemporânea: a reivindicação da liberdade total e a desumanização operada a frio pela inteligência”24, sabendo que “a reivindicação total da liberdade finda na escravidão da maioria”25.

Para o marquês de Sade, “a virtude não pode triunfar”.26 Para ele, era “preciso matar o coração, essa ‘fraqueza do espírito’”.27 Sua voluptuosidade foi seguida por um prazer titânico e insaciável, que se alimentava até a exaustão, com a dor do outro. Nisso ele se comprazia: em ver o seu próximo destruído, em dores lancinantes. A primeira vez que suas obras foram permitidas ao público, ainda restrito, ficaram inseridas na coleção intitulada “Enfer”, da Biblioteca Nacional de Paris, em 1810. Geoffrey Gorer destacou “as conexões filosóficas e políticas entre as idéias do marquês e o nazismo”28, de “um niilismo místico próximo ao culto de Dioniso, de Nietzsche” 29. Roger Shattuck diz que é difícil explicar a reabilitação de Sade: “Atribuo-a mais a um sinistro desejo de morte pós-nietzschiano, característico do século XX. Esse desejo de morte busca a libertação absoluta, sabendo que levará à destruição absoluta – física, moral e espiritual”.30 Jean Paulhan talvez melhor definiu o que representa as idéias de Sade, que tanto empolgam Camille Paglia: “Exigimos a felicidade; também exigimos que outros sejam menos felizes do que nós!”31 E então fica a constatação: “Sade revelou o terrível segredo de que nosso supremo prazer somente pode ser atingido por meio da dor – sofrida por nós mesmos, mais comumente, dor infligida a outros”32 pois “o máximo de prazer coincide com o máximo de destruição”33, para “possuir aquilo que se mata”34 . A própria Simone de Beauvoir (pioneira do feminismo radical) reconhece em Sade “um egoísmo às raias da loucura”35, em que “o coito e a crueldade são idênticos”36. E Michel Foucault destaca o sadismo como “um imenso fato cultural”.37, corroborado por outros estudiosos como Crocke, de que tais idéias formam “um sistema filosófico tão escandalosamente desumano”38.

Em Personas Sexuais, Camille Paglia estabelece “o nexo entre prazer sexual e atos de tortura e assassinato”39, em Sade. Carolyn J. Dean, em pesquisa sobre Sade, “liga a sexualidade não ao prazer, mas ao terror”40 e “acolhe de bom grado essa associação do sexo com o egoísmo, a crueldade, o crime e o assassinato”41. Por isso, a obsessão sexual do nosso tempo está correlata ao terror. Talvez isso explica que Thriller, de Michael Jackson seja a música de maior sucesso do século XX. E Jackson emblematiza a agudeza da crise de identidade e o desespero da pessoa humana perdida, porque seduzida pelas flores do mal, numa cultura de morte, com furor demoníaco.42

E assim querem destruir a família, para aniquilar a pessoa humana. Tudo isso no contexto do “eclipse do valor da vida”43, “caracterizada pela imposição de uma cultura anti-solidária, que em muitos casos se configura como verdadeira ‘cultura de morte’. É ativamente promovida por fortes correntes culturais, econômicas e políticas, portadoras de uma concepção eficientista da sociedade”44. No conflito entre cultura da morte x cultura da vida “estão em causa as questões mais profundas a respeito do homem”45, e é a partir da defesa da família e da inviolabilidade da vida humana, de modo integral, que começamos a vencer as ideologias do mal, salvaguardando o ser humano daquilo que quer destruí-lo. E em meio a tudo isso, certamente, “a fé cristã tem muito mais futuro do que as ideologias que a convidam a abolir a si mesma”46.

Bibliografia:

  1. (http://noticias.uol.com.br/album/110517vigilia_album.jhtm?abrefoto=7)
  2. (http://noticias.uol.com.br/album/110517beijaco_album.jhtm?abrefoto=13 / http://noticias.uol.com.br/album/110517beijaco_album.jhtm?abrefoto=13#fotoNav=14
  3. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 238; Companhia das Letras, 1998

  4. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 239; Companhia das Letras, 1998

  5. (http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/03/15/a-ideologia-inumana-e-totalitaria-do-pndh3/)

  6. (http://www.deuslovult.org/2010/09/04/carta-ao-povo-catolico-paulista-prof-hermes-rodrigues-nery/)

  7. (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/918034-sarney-promete-agilizar-a-tramitacao-do-projeto-contra-palmadas.shtml)

  8. Evangelium Vitae, 11

  9. (http://escolaemcasa.blogspot.com/2011/05/suecia-um-alerta-contra-o-extremismo-do.html)

  10. (http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2011/05/19/grande-pornografos-foram-criados-em-familias-catolicas-diz-a-ensaista-camille-paglia-em-sp.jhtm)

  11. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, p. 41, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

  12. Karol Wojtila, Amor e Responsabilidade, p. 147, Edições Loyola, 1982

  13. Evangelium Vitae, 11 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

  14. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 61, Companhia das Letras, 1998

  15. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, pp. 51-52, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

  16. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio – Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

  17. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio – Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

  18. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio – Um Diálogo com Peter Seewald, p. 31, Ed. Imago, 1997

  19. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 71,Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  20. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 63, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  21. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 233, Companhia das Letras, 1998

  22. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 60, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  23. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 60, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  24. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 71, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  25. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 65, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  26. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 231, Companhia das Letras, 1998

  27. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 66, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  28. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 235, Companhia das Letras, 1998

  29. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 238, Companhia das Letras, 1998

  30. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 236, Companhia das Letras, 1998

  31. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 237, Companhia das Letras, 1998

  32. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 237, Companhia das Letras, 1998

  33. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 67, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  34. Albert Camus, O Homem Revoltado, p. 67, Edição Livros do Brasil Lisboa, 1951

  35. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 241, Companhia das Letras, 1998

  36. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 241, Companhia das Letras, 1998

  37. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 243, Companhia das Letras, 1998

  38. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 244, Companhia das Letras, 1998

  39. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 247, Companhia das Letras, 1998

  40. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 249, Companhia das Letras, 1998

  41. Roger Shattuck, Conhecimento Proibido, p. 249, Companhia das Letras, 1998

  42. http://diasimdiatambem.wordpress.com/2009/06/28/michael-jackson-e-a-cultura-da-morte-que-se-volta-contra-o-ser-humano/

  43. Evangelium Vitae, 10 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

  44. Evangelium Vitae, 12 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)

  45. Joseph Ratzinger/Bento XVI, Jesus de Nazaré, p. 105, Ed. Planeta), 3ª reimpressão, 2007

  46. Joseph Ratzinger, O Sal da Terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no Limiar do Terceiro Milênio – Um Diálogo com Peter Seewald, p. 205, Ed. Imago, 1997

Prof. Hermes Rodrigues Nery, coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté

 

Kit Gay – O Governo realmente recuou?

 
 
Apesar do fato de que a Presidente Dilma Rousseff suspendeu a distribuição do kit gay, a campanha do governo federal de combate à “homofobia” prosseguirá normalmente nas escolas, conforme informou Gilberto Carvalho, [ministro titular da Secretaria da Presidencia].
 
A decisão de suspensão tomada por Dilma ocorreu por pressão das bancadas católicas e evangélicas, que ameaçaram obstruir as votações na Câmara dos Deputados, assinar a convocação do ministro Palocci para se explicar sobre seus últimos escândalos, pedir uma CPI contra o Ministério da Educação e ainda exigir a demissão do ministro da Educação. Com a decisão de Dilma, as duas bancadas recuaram em suas ameaças.
 
Entretanto, de acordo com o jornal O Globo, o ministro Gilberto Carvalho deixou claro que a decisão da Dilma não é um “recuo” nas políticas de combate à “homofobia”. Do ponto de vista dos ativistas homossexuais, quem é que deve ser combatido por “homofobia”?
A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a maior organização de militantes gays do Brasil, diz que os que se opõem ao kit gay são “homofóbicos”. Mas o próprio colunista da revista Veja, Reinaldo Azevedo, que é católico e [a pesar disso,] aceita o “casamento” homossexual e a adoção de crianças por duplas gays, também se opõe, afirmando que o “objetivo do kit gay é promover assédio moral contra alunos heterossexuais”.
 
Se você aceita o assédio homossexual contra seus filhos, você é um respeitador de direitos humanos. E se você não aceitar? Aí, quer queira quer não, você será tachado de retrógrado, “homofóbico”, fanático religioso, etc. A única opção de se evitar ofensas e ataques da feroz militância gay é se submetendo alegremente a todas as imposições da agenda deles, inclusive entregando alegremente seus filhos à doutrinação homossexual. Sem isso, você é automaticamente um “homofóbico”.
 
Os ativistas gays estão furiosos com a suspensão de seu kit nas escolas. O mais enfurecido deles, [o deputado] Jean Wyllys, disse: “Se a presidenta optar por ceder à chantagem — não há outro nome — dos inimigos da cidadania plena fazendo de seu mandato um lamentável estelionato eleitoral, só me resta esperar que, na próxima eleição, os LGBTs e pessoas de bom senso despertem sua consciência política e lhe apresentem também sua fatura: não voto!”
 
O bom do que ele disse é que se a eleição de um candidato socialista dependesse exclusivamente dos votos dos homossexuais, o Brasil nunca mais veria socialistas na presidência do Brasil e em muitos outros cargos importantes. Mas todo socialista se elege a custa de mentiras, não de adeptos do sexo homossexual.
 
Além disso, quem é Wyllys para se enfurecer nessa questão? Quem tem direito exclusivo de se enfurecer são os pais e mães das crianças, que estão sendo submetidas a experimentos de doutrinamento ideológico da militância gay.
A Rede Record atribuiu o “recuo” de Dilma às conversas com seu aliado Marcelo Crivella e ao partido político dele, o que traz uma questão: a decisão de Dilma foi uma jogada para engradecer a posição do senador da Igreja Universal como representante dos evangélicos e facilitar a negociação do PLC 122 entre amigos?
 
Seja por Crivella ou por uma sórdida barganha para livrar políticos corruptos de julgamentos necessários, o fato é que o governo de Dilma Rousseff está determinado a combater a “homofobia” — que inclui classificar de “homofóbicos” pais e mães que veem o kit gay como instrumento para promover assédio homossexual contra seus filhos na escola.
A ABGLT, que é a peça central do escândalo envolvendo milhões dos cofres públicos na elaboração do kit gay, iniciou campanha de apoio ao kit. A ABGLT é hoje uma organização brasileira conhecida internacionalmente por ter movido perseguição a líderes cristãos do Brasil que estavam em sua lista negra de “homofóbicos”.
 
Quer Dilma tenha recuado ou não, as lideranças católicas e evangélicas não deveriam recuar. Palocci merece ser julgado e punido. O Ministério de Educação (MEC) precisa ser investigado numa CPI, pois o kit gay custou mais de três milhões de reais, numa parceria escandalosa entre o MEC e as ONGs ABGLT e ECOS. Quanto ao ministro da Educação, Fernando Haddad, como é que ele pode escapar impune depois de tudo o que fez?
 
Além do mais, é preciso desmascarar e combater a campanha que, em nome do combate à “homofobia”, está combatendo a maioria cristã do Brasil e os pais e as mães que querem proteger seus filhos de todo tipo de assédio imoral, inclusive homossexual. A guerra continua.
Julio Severo é professor e autor do livro O movimento homossexual, e mantém um blog.
26 de maio de 2011

Fonte: www.votocatólico.com.br

 

A Suspensão do KIT GAY nas escolas !!! Não acredite nisso !!!

 

 

1.  O fato

A Presidente Dilma e o PT querem e trabalham por uma DITADURA GAY no Brasil.

 

2.  A mentira

 

Que esta está em todos os noticiários de hoje:

A presidente Dilma Rousseff determinou nesta quarta-feira a suspensão da elaboração do  KIT GAY, um material sobre a homossexualidade e o combate à homofobia que seria distribuído em escolas públicas e havia gerado protestos de grupos religiosos.

A polêmica sobre esse material cresceu nos últimos dias, sobretudo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo é equivalente à união heterossexual perante a lei. Grupos católicos e evangélicos criticaram a decisão judicial e alertaram sobre projetos que, segundo afirmaram, pretendiam “induzir” os adolescentes que estudam em escolas públicas à homossexualidade.

Na quinta-feira passada o ministro da Educação, Fernando Haddad teve reunião com parlamentares da bancada evangélica e disse que a pasta não fará mudanças no material que compõe os kits de combate a homofobia. Porém, nessa quarta-feira o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que o governo entendeu que “seria prudente não editar esse material”. Carvalho explicou que Dilma tomou sua decisão após conversar sobre o assunto com parlamentares de diversas religiões que criticaram o projeto.

O material estava sendo elaborado por empresas contratadas pelo Ministério da Educação (MEC) e seria distribuído ao final de cursos sobre direitos humanos e minorias que devem ser ministrados para alunos do Ensino Médio de escolas públicas. Segundo o MEC havia antecipado, o material que estava em preparação incluía vídeos que mostravam como o amor surgia entre dois meninos ou entre duas meninas, além de depoimentos de travestis e transexuais sobre suas vidas e relações amorosas.

Carvalho disse que, após conversar nesta quarta-feira com os parlamentares que se opõem ao projeto, Dilma decidiu ainda que “daqui para frente todo material que versar sobre costumes será feito a partir de consultas mais amplas à sociedade”.

 

 3.  A verdade

  

O PT trabalha pela execução do PNDH-3 em todas as suas ações políticas.

 

 4.  O engano  

  

O engano da parte da Igreja que não é Fiel

 

 5.  A omissão

 

O que fizerem com o SIM, SIM E NÃO, NÃO tanto ensinado pelo Pe. Jonas?!

 

 6.  Não podemos parar de lutar

 

 

7.  Não podemos mais  permitir  mentiras contra o EVANGELHO DA VIDA  dentro da nossa Igreja

 

 

8. Precisamos aparecer como Testemunhas de Cristo, com a força do nosso Batismo

 

 

9. Tome uma decisão concreta não deixe que implantem  o  PNDH-3  no Brasil !!!

 

Ernesto Peres de Mendonça